A Contabilidade e a Profissão

A Profissão e o Profissional da Contabilidade.

Estamos vivendo uma fase de grandes mudanças na rotina dos escritórios de contabilidade em função de novas normas, de novos padrões de serviços e de recentes cobranças por parte dos órgãos fiscalizadores da classe contábil.

HumbertoDiria até que por necessidade suprema com relação ao nosso mundo globalizado, o Profissional da Contabilidade está sendo obrigado a se adequar à essa nova realidade e tendo que exercer realmente seu papel de grande importância na Administração das empresas.

Descarta-se hoje a possibilidade de um Profissional da Contabilidade ficar sentado atrás de uma escrivaninha, apurando impostos e preenchendo guias gerando informações para os órgãos governamentais sem se preocupar com o que acontece dentro da empresa para quem ele presta seus serviços, aliás, essa é a imagem do contabilista para muitos empresários.

O Profissional que pretende permanecer no mercado necessita antes de tudo dar-se o devido valor e, enaltecer a profissão que ele se propôs exercer. Deve ser dedicado, participativo, fiel aos princípios de ética, precisa buscar incessantemente a qualidade naquilo que faz. Precisa estar sempre atualizado em tudo o que diz respeito ao seu cliente, não só dentro da empresa como também tudo o que está ao redor da empresa, desde o fornecedor até o consumidor final, pois, qualquer alteração nessa cadeia de parceiros poderá surgir consequências sérias dentro da empresa.

Isso tudo parece um mundo irreal para aquele Profissional da Contabilidade que está habituado a “quebrar galho” para o empresário na tentativa de segurá-lo na sua carteira de clientes. Parece ou realmente é?

Não existe melhor forma de cativar o cliente senão oferecer a ele segurança, transparência, honestidade, elevado nível de conhecimento, capacidade de lidar com as adversidades e outras características mais, que nem podemos chamar de qualidade e sim de obrigação.

Chegou a hora de nós Profissionais da Contabilidade entendermos que sozinhos não chegaremos à lugar nenhum, nem tão pouco vamos conseguir “segurar” o cliente.

O código de ética do Contabilista existe desde 1970 embora com algumas alterações, continua com a mesma base de sempre. Prima até hoje pela ética no sentido literal da palavra, seja em relação ao cliente, seja em relação ao seu colega de profissão seja em relação à sociedade.

Voltando ao foco do presente artigo, estamos diante de uma maratona de mudanças na legislação e principalmente de cultura administrativa tanto nas empresas como nas tarefas diárias do Profissional da Contabilidade.

Estamos em meio à implantação do Sistema Público de Escrituração Digital o chamado SPED.

Como é de conhecimento de todos, isso significa dizer que todo trabalho executado pelo Profissional da Contabilidade deve ser no sistema digital: Escrituração Contábil, Escrituração Fiscal, Folha de Pagamento, Declaração de Renda da Pessoa Jurídica e outras obrigações acessórias.

Não bastasse isso tudo, tivemos recentemente a divulgação da norma ITG 1000 (Instrução Técnica Geral 1000 – Resolução do CFC 1418 de 05/12/2012), que determina regras da contabilidade especificamente para Pequenos e Médios Empresários, inclusive aquelas empresas enquadradas no Simples Nacional. Ora, é óbvio que se a norma foi criada para empresas do porte pequeno ou médio, não existe nenhuma possibilidade de deixarmos de elaborar a contabilidade completa para todos os clientes. Assunto que já vem sendo amplamente divulgado pelo Conselho Federal de Contabilidade e pelos Conselhos Regionais.

Aos empresários cabe a responsabilidade de acompanhar de perto o trabalho do responsável pela sua contabilidade. O investimento em um bom profissional sempre gerará excelentes resultados.

Então fica a pergunta para reflexão dos bons profissionais e que pretendam seguir adiante no mercado de trabalho: Sem uma valorização da nossa profissão e do apoio ao seu colega, sem a união de todos os envolvidos e sem a qualificação necessária, é possível continuar na área? – Ainda: É possível cumprir com todas as novas obrigações e atender a necessidade do seu cliente sem considerar o aumento de custo dentro da sua empresa de contabilidade?

Por fim, quero crer que 2013 seja realmente o Ano da Contabilidade e, que deveria ser também o ano do Profissional da Contabilidade.

Autor:

Humberto Egydio Caetano,

Profissional da Contabilidade proprietário da empresa HSC Contabilidade, Administrador e Presidente da Associação dos Contabilistas de Ibitinga.

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